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Ucrânia intensifica ataques a refinarias russas e abre nova frente contra Putin

Redação
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maio 15, 2026

Introdução

A Ucrânia aumentou os ataques às refinarias da Rússia e transformou o setor de petróleo em uma nova frente da guerra contra Vladimir Putin. O objetivo é atingir o fornecimento de combustível das tropas russas, reduzir a receita do governo de Moscou e obrigar o Kremlin a gastar mais para proteger sua infraestrutura energética.

Resumo rápido: em 15 de maio de 2026, drones ucranianos atingiram a refinaria de Ryazan, uma das maiores da Rússia. A ofensiva faz parte de uma campanha mais ampla contra refinarias, oleodutos, depósitos de combustível e instalações ligadas à logística militar russa.
Incêndio na refinaria de Ryazan após ataque de drones ucranianos contra infraestrutura de petróleo da Rússia

Créditos da imagem: Exilenova_plus, via The Kyiv Independent

Alvo principal Refinarias, depósitos de combustível e infraestrutura de energia da Rússia.
Objetivo militar Dificultar abastecimento de diesel, gasolina e querosene para tropas russas.
Impacto econômico Pressionar receitas de petróleo e gás, base importante do orçamento russo.

Ucrânia mira refinarias russas com drones

A ofensiva ucraniana ganhou novo destaque após o ataque à refinaria de Ryazan, localizada a cerca de 200 quilômetros de Moscou. Segundo o Estado-Maior ucraniano, a instalação tem capacidade de processar cerca de 17 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz gasolina, diesel e combustível de aviação usados para sustentar as forças russas.

A Reuters informou que a Ucrânia dobrou o número de refinarias russas atingidas desde o início de 2026. Entre janeiro e maio, ataques ucranianos afetaram 16 refinarias, contra oito no mesmo período do ano anterior. As ações também atingiram oleodutos, unidades de armazenamento e instalações de processamento de gás.

Além de Ryazan, grandes plantas em Kirishi, Nizhny Novgorod, Perm e Tuapse aparecem entre os alvos recentes. O padrão mostra que Kiev não está apenas reagindo a bombardeios russos, mas tentando corroer a capacidade de Moscou de abastecer a guerra no longo prazo.

Por que as refinarias viraram alvo estratégico

Refinarias são alvos sensíveis porque transformam petróleo bruto em produtos essenciais para a guerra: diesel para veículos militares, gasolina para transporte, combustível de aviação para aeronaves e derivados usados em logística. Quando uma unidade para, a Rússia precisa redistribuir produção, deslocar estoques e gastar mais para manter o fluxo de suprimentos.

O impacto também chega ao caixa do Kremlin. Segundo a Reuters, impostos sobre petróleo e gás representam cerca de um quarto da receita federal russa. A Agência Internacional de Energia informou que a produção russa de petróleo caiu em abril na comparação anual, enquanto as exportações de derivados recuaram para um dos menores níveis já registrados pela agência.

Na prática, Kiev tenta criar uma espécie de sanção militar de longo alcance. Em vez de depender apenas de restrições ocidentais, a Ucrânia usa drones para atacar diretamente a infraestrutura que alimenta o orçamento de guerra de Putin.

Conclusão

Os ataques às refinarias mostram que a guerra entrou em uma fase mais econômica, tecnológica e profunda. A Ucrânia sabe que não precisa destruir todo o setor petrolífero russo para causar dano: basta interromper unidades-chave, forçar reparos caros, espalhar defesas aéreas e criar incerteza sobre a capacidade de Moscou manter combustível e receita em ritmo normal.

Para Putin, o risco é duplo. No campo militar, menos combustível pode afetar mobilidade, aviação e logística. No campo econômico, menos produção e exportação de derivados reduzem a margem financeira do Estado russo. Por isso, a ofensiva contra refinarias deve continuar sendo uma das frentes mais importantes da guerra nos próximos meses.